quinta-feira, 15 de setembro de 2011

A Culpa é do Murphy!


Lei de Murphy maldita! Odeio você!
Só atrapalha minha vida. Desgasta o meu bom humor. Desperta a ira que há em mim!
Saio de casa, tenho compromisso com hora marcada. Desço, fico presa no elevador, mofo (zzzzzz), espero, me tiram de lá, entro no táxi, quando vou dizer o endereço do lugar, cadê o papel com ele escrito? Ah sim, caiu no raio do elevador!
- Mocinho, por favor, me espera aí, preciso voltar para pegar o endereço. Quando chego em casa....cadê o meu celular???  Ah sim, caiu dentro do táxi!
Desço já cansada, devido ao calor infernal, sem vontade de sair mais, querendo um colinho de mãe, pai ou de namorado, penso nisso e me decido:
- Mocinho (taxista), desculpa, mas não precisa mais me esperar, sabe o que é? Quando o dia já começa assim, totalmente a La Murphy é melhor desmarcar todos os compromissos e ficar em casa, por precaução, para evitar um infarto!
Volto para casa again, ninguém na portaria, o porteiro tomou chá de sumiço. Demoro mil anos para finalmente achar a chave na bolsa (Já viu bolsa de mulher? Carregamos quase a casa toda nela!), na hora de enfiar a danadinha na fechadura, vem ele, o salvador galopante, de uniforme preto e branco, achando que veio me resgatar todo sorridente. FDP! Eu sou independente, tenho minha própria chave! Não! Vai embora! Porque chegou na hora que não queria mais?! Ah já sei! Para debochar da paciência da pessoa! Ele é cúmplice do Murphy, tenho certeza! Eu devo ter jogado pedra mesmo na cruz e cuspido no Buda, só pode!
Já em casa pela milionésima vez, após todo o estresse estressante, o telefone toca. Ah sim! É a moça do tal “compromisso com hora marcada”, querendo marcar para outro dia! Respiro fundo! Aquela respirada gestáltica bem profunda! Começo a contar carneirinhos!
- Calma relaxa! Não vale a pena! - Diz a criança interna que existe dentro de mim!
- É, você está certa! Vou fazer um chazinho de camomila.
Hoje mesmo, mais tarde, já com as sandálias da humildade nos pés e sem o pecado da ira, resolvi pesquisar sobre o Murphy, li uma das 100 “melhores” frases de sua lei que me chamou atenção:
“Errar é humano. Perdoar não é a política da empresa”.
Peraí! Como assim?! Pensei. Não sou perfeita eu hein, a “política da minha empresa” está rígida demais! E se a empresa é minha, posso mudar as regras e adequá-las conforme o meu jeito. Fazer leis mais maleáveis, mais ergonômicas, menos perfeccionistas.
O controle e a necessidade de controlar não sabem o que fazer com os imprevistos. A Lei de Murphy, na verdade, está dentro de cada um de nós, ao perdemos o controle sobre determinadas situações. Ela se sobressai através da raiva e da frustração, e se consolida com o nosso próprio pessimismo.
Cada vez mais me dou conta de que a vida, com os seus caminhos tortos, com curvas e “paradinhas para abastecer na estrada” é livre de monotonia por ser justamente dessa forma, pois experimentamos de tudo um pouco, a partir de circunstâncias diversificadas.
Que chato seria se pudéssemos exercer o controle sobre absolutamente tudo! O bacana é tentarmos (algumas vezes é difícil, eu sei) ver o lado positivo do imprevisto. Desse modo, abrimos espaço para o retorno do humor e daquela sensação relax de paz. E a culpa por não sermos seres perfeitos, bem essa a gente manda para a 4ª dimensão.
Os imprevistos acrescentam aprendizados interessantes em nossas vidinhas organizadas!
PS: Tadinho do porteiro, ele só estava querendo ser solícito e prestativo!
Beijos com sabor de vida! Até a próxima!

sábado, 27 de agosto de 2011

Narciso e o Espelho

                               
- Espelho, espelho meu...existe alguém mais preocupado (a) com a aparência do que eu?
E o espelho debochadamente e em tom sarcástico responde:
- Claro honey! Está achando que é quem? O biscoitinho mais recheado do pacote? Iguais e até mais afetados (as) que você pelo narcisismo tem aos montes! Até a Tônia Carrero já perdeu o posto para a Nicole Kidman e o Cauby Peixoto perdeu para o Mickey Rourke! E a Elza Soares...bem essa daí ainda não perdeu para ninguém! Hahahaha.
Narciso “descobriu” o espelho e acabou com a nossa vida! (e com a dele também).
O espelho às vezes é uma droga sabia?! Te faz dar valor a coisas que antes você não acreditava ou não fazia a menor questão...mas eu, você e a Hebe não resistimos e nos rendemos à cultura das aparências.
O problema da vaidade exacerbada é que ela joga o sujeito num egocentrismo brabo,  lhe tira os pés do chão e desfoca a noção de realidade, ou seja, alimenta-se uma paixão “dodói” e exagerada por si mesmo. E quando ele se frustra por não ganhar toda a admiração que imaginava, e passa por fracassos na vida, a sua energia cai, a auto-estima vai lá embaixo, ele murcha igual um balão sem ar. Fica deprimido, a sensação de vazio vem, se sente um verdadeiro lixo, e assim, desesperado procura formas e alternativas para melhorar, mas para isso recorre a meios externos para ser confirmado como pessoa e receber elogios e atenção. Um tremendo ciclo vicioso!

                             ANTES                                     DEPOIS
 A noção viajou, mandou lembranças e nunca mais voltou!


Ela faz sexo olhando para o espelho, encolhendo a barriga e não olhando nos olhos do parceiro, para ver se o corpo está legal e a performance digna de uma atriz pornô bem paga. Ele tem complexo de Johnny Bravo, vai para a academia e não consegue disfarçar a emoção de se olhar enquanto levanta peso, admirado com seus bíceps e tríceps, frutos de muitas bombas ilegais. Mas como a maioria dos Johnnys, se você olhar da cintura para baixo, oh God, cadê o bumbum? Esqueceu em casa? Sem falar das canelinhas finíssimas!
A outra por causa de uma quantidade supimpa de botox, quando fala não tem mais expressão, o rosto não move, a testa parece de cera, cara de aquário, tudo para evitar o “código de barras” (aquelas rugas em cima da boca) e a boca de palhaço (aquelas rugas em volta da boca, que aparece quando sorrimos. Sorrir para elas agora dói!). Ainda tem aquele outro do Viagra, sim, aquele que acredita que as pílulas azuis vão levá-lo ao paraíso. O fissurado a procura de menininhas que já têm um histórico de carência afetiva em relação ao pai. Ele faz de tudo para chamar a atenção delas, mostra o carro novo de garotão recém comprado, pinta o cabelo acaju, faz implante capilar com o cabeleireiro do Sílvio Santos (ele acha que ninguém desconfia que o cabelo é implantado, é o mesmo caso dos que usam peruca, doce ilusão) e alguns ainda pintam a unha à francesinha. Afinal de contas, não é fácil conservar o topetão não!
O negócio é sério. O perfeccionismo ensandecido pode nos levar para o outro lado da força! Hoje em dia o ego não pode ser atingido e tem gente por aí perdendo a linha e abusando do botox, das cirurgias, dos tratamentos, como se fossem coisas banais. Marcam uma lipo, como se tivessem reservado hora na manicure.

      Ele estrelando em "9 1/2 Semanas de Horror" e ela em "Cidade dos Botox"
            Pasmem: Michey Rourke e Meg Ryan! Me amarrota porque estou passada!


Nossa sociedade idolatra a bunda dura (termo emprestado do querido debochado Arnaldo Jabor). Quem exibir mais o corpo, tiver menos pneuzinhos, o peito mais próximo do pescoço, a barriga mais tanquinho, o braço mais musculoso, o sorriso colgate mais albino, vomitar mais após as refeições, ser mais fútil, tiver a boca maior, comprar muito ao invés de chorar por qualquer sofrimento (sim porque chorar desidrata), ter menos celulite, suar menos na hora do sexo (porque segundo o Jabor, para gente assim, fazer sexo desglamouriza!) e sorrir feito uma hiena para todos, mesmo sem ter vontade, ganha a competição! ÊÊÊÊ!!!
Tenho o meu narcisismo e não tenho vergonha de assumi-lo.
Sou vaidosa, adoro um embelezamento e o lado fútil às vezes precisa vir à tona.

                              ANTES                                     DEPOIS
   Com noção: Usa recursos a seu favor e continua lindaaa!


Se eu precisar fazer algo para me sentir melhor, faço com prazer, nada contra as pessoas que fazem lipo ou outras correções. Dou a maior força para a galera que se cuida, inclusive os homens. Acho um barato! Agora não vem com frescura né?! Não vem querer ter a sombrancelha mais bem feita que a minha, aí já é demais! Só não concordo com o exagero e a banalização, porque é justamente essa atitude que favorece o crescimento da paranóia e da obsessão do culto ao corpo. Perder a noção e ultrapassar o limite da sensatez é o que procuro evitar. Virar uma criatura irreconhecível para mim mesma frente ao espelho, com a cara esticada de aquário e com a bunda dura para virar a melancia 2: a missão? Não troco o chopinho com os meus amigos por nada!
Moral da história: Cuidado para não se apaixonar cegamente e excessivamente por si mesmo. Ter amor-próprio é diferente de só olhar para o próprio umbigo. Não deixe que a “Síndrome do Endeusamento” te domine para não acabar caindo na lagoa e se afogar, igual ao Narciso.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

A Sagacidade de Eva


     

Por que Eva comeu a maçã?
 
No início, Eva não queria comer a maçã de jeito nenhum ...
- Come - disse a serpente - e serás como os anjos!
- Não! - respondeu Eva.
- Terás o conhecimento do Bem e do Mal - insistiu a víbora.
- Não! Nem pensar !
- Serás imortal.
- Não! Não me interessa !!!
- Serás como Deus!
- Não, não e não!
A serpente já estava desesperada e não sabia o que fazer para convencer Eva a comer a maçã.
Até que teve uma idéia brilhante.
Ofereceu-lhe novamente a fruta e disse candidamente :
- Come que emagrece!

Recebi este diálogo acima por e-mail dia desses...
Será que foi uma piada escrita para alguma mulher burra? Ou será que estão querendo subestimar a inteligência de nós mulheres? Aposto que foi um homem machista quem escreveu...como assim Eva não queria comer de jeito nenhum a maçã?! Mentira deslavada! Claro que ela queria...era a sua única saída!
Sabe por que Eva comeu a maçã? Por estar entediada naquele lugar, sem absolutamente nada para fazer, sendo tolhida e reprimida o tempo inteiro por Adão. Maçã emagrece! Há há há, parece piada mesmo isso...a esta altura queridos, Eva já sabia de todos os produtos naturais possíveis e inimagináveis para perder peso, ela já conhecia o chá verde ok?!
Sabe por que Eva comeu a maçã? Porque ela queria conhecer outras pessoas! Amigas para fofocar e fazer cabelo, unhas e compras! (desejava um estoque de sandálias estilo gladiador). Também queria paquerar! Queria saber se o sexo era só aquilo mesmo que rolava com Adão, há muito tempo às escondidas, ou se tinha um “tchan” a mais!
Sabe por que Eva comeu a maçã? Para irritar e fazer tudo ao contrário do que Adão lhe pedia! A monotonia da relação e a falta de DR entre os dois deixaram Eva revoltada! Tudo o que ela queria era provocar a ira do paspalhão do Adão!
Sabe por que Eva comeu a maçã? Ela queria independência! Liberdade de ir e vir! Queria usar sutiã para depois enjoar do mesmo e queimá-lo quando bem entendesse, seja na varanda de sua casa, seja em praça pública!
Eva não queria saber de imortalidade, nem ser comparada a Deus, ser anjo e muito menos ter conhecimento do bem e do mal. Se fosse todas estas coisas, não seria humana, uma pessoa comum, não poderia experimentar, com o risco de errar e acertar, não tiraria aprendizados das situações, não poderia trabalhar, ser livre, mandar no próprio nariz, seria cheia de responsabilidades que não queria para si mesma e teria que viver como uma santinha. Sabia que a serpente era uma falsa de galocha, mas da mesma forma que a serpente a estava usando, Eva não era otária, também estava ganhando com toda esta história. Iria encontrar e dar uns malhos no Nicholas Cage do “Cidade dos Anjos”, que estava sofrendo agora como mortal e precisando de carinho, depois que a Meg Ryan se foi, iria tomar martini seco, drinks com guarda-chuvinhas na praia enquanto se bronzeasse, Möet Chandon, Kir Royal, iria enfiar o pé na jaca nos pratos de massas e carnes, chega de comer só peixe sem tempero!
Esta mulher admirável em questão é vaidosa, adora comprar no site da Sack’s, acompanha todos os eventos de moda, São Paulo Fashion Week, Fashion Rio, Semana de Moda de Paris e etc...
Tem todos os eletrodomésticos mais modernos da face da terra, para facilitar o trabalho da empregada. Sabe cozinhar, mas só o faz por vontade própria e não por obrigação! É fã de Activia, cuida do corpo sem exageros, usa odorizador Glaid no banheiro (quero fazer....na casa do Pedrinho!), fez laser para acabar de uma vez por todas com o processo de depilação, é espiritualizada, autoconfiante, sensível, é possuidora da chapinha Profissional Laser Ion Gama Italy bivolt e sei lá mais o que, faz drenagem linfática e estimulação russa toda semana, tem refrigerador frost-free com descongelamento automático da linha Eletrolux Super, seus desinfetantes e outros produtos de limpeza são todos perfumados e não agridem a pele, e ao dirigir, no volante ela grita para o carro da frente, que anda lerdamente na pista da esquerda: - Sai da frente tartaruga! Vai arrumar uma louça pra lavar “o ruim de roda”!
Admirável a Eva moderna, mulher de mil e uma utilidades! Que criaturinha carismática!
E a serpente? Bem, de vez em quando aparece com uma nova maçã, ao lado de sua fiel escudeira, a rainha madrasta má da Branca de Neve, mas Eva já não precisa mais dela e quer distância de qualquer energia negativa (ela anda com um santinho, um olhinho de boi e um raminho de arruda na bolsa). E o Adão? Ah o Adão teve calvície, ficou barrigudo porque não acreditava nos benefícios maravilhosos do chá verde e casou com uma mulher que comeria tranquilamente a maçã por acreditar que ela emagrece. E foi assim que Adão entrou para a lista de exs de Eva...


segunda-feira, 1 de agosto de 2011

O Álcool Dissolve o Superego!

 

O orkut que hoje em dia está em coma, caído, out, brega, cafona e não faz parte mais da vida de muita gente, inclusive da minha, até que possui comunidades que condizem com a realidade. Como por exemplo, “O Álcool Entra a Verdade Sai. Quem bebe sabe bem do que estou falando. Duvido que você nunca pensou em coisas  do tipo, O álcool me transforma!!!”, “O Álcool Libera Sentimentos”.

Está numa festa e não conhece ninguém? Você pensa logo em beber algo para relaxar e ficar menos tímido. Claro, porque Festa sem alcool é reunião.
Quer arrumar amigos mais rápido? Tome um drink. Afinal de contas “Ninguém Faz Amigos Bebendo Leite”.
Não agüenta mais algum cara ou mulher mala, falando no seu ouvido incessantemente? Vai por mim amigo (a), caipivodka é tudo nessas horas!
Quer chegar em alguém mas está com dificuldade? Você não resiste e pensa: “O Álcool Melhora Meu Galanteio”.
 Está a fim de dizer a verdade a alguém e não consegue?  Já ouviu falar na frase, Sob o efeito do alcool eu faço? Tome uma taça de vinho e espere que faça o efeito desejado.
Não adianta negar, quando o álcool entra a verdade acompanha, a verdade é inerente a ele! Qualquer dia desses ainda desenvolverei uma tese sobre isso.

Ultimamente tenho me divertido mais com minhas amigas dentro dos táxis do que nos lugares. Calma! Isso não é novela do Silvio Santos, nem da Globo, não tenho tara por taxistas, mas como “O Álcool Dissolve o Superego” não dá para controlar o que se fala, ficamos felizinhos e sem aquele filtro que libera somente as falas adequadas para determinados momentos. Traduzindo, sem o tal filtro a cara-de-pau vai nas alturas!
Agora a lei seca faz a alegria dos taxistas, a gente bebe, se diverte e ao entrarmos no táxi divertimos os taxistas contando causos.
Taxista = Terapeuta de bêbado
Ele tomou o espaço do barman, do padre (há muito tempo) e só perde para a manicure! Que o diga o motorista do Digníssimo Ex-Presidente Lula. E olha que com Johnnie Walker a verdade sai em segundos! Esse motorista certamente tem a vida ganha, porque a quantidade de segredos macabros que ele deve saber dava para escrever uma bela biografia! Depois, é claro, ele seria processado. O que seria da vida pública sem uma polêmica legalzinha?!

Quando você age de forma surreal da qual está acostumado (a), paga mico e age por impulsividade, no dia seguinte diz para as pessoas envolvidas na bebedeira “A culpa é do Álcool”, “Foi o Álcool eu juro”.

Pior é aquela mulherada que perde a linha ao beber, a educação vai embora e viaja sem dar notícias! Elas conseguem dançar QUALQUER MÚSICA até o chão (nem música clássica escapa), fazem escândalo por ciúmes (uma das características do Glenclosismo) ou por hobby, e quando dançam, espalham aquele perfume forte e sufocante no ambiente, jogando os cabelos pingando de tão molhados, cheios de Neutrox e Kolene nos outros. Aff! Não importa onde elas estejam, sempre conseguem transformar qualquer lugar no Caldeirão da Via Show!

E o tio mais velho de alguém que bebe nas festas e vira o Tio Sukita tarado? É terrível esse caso, situação constrangedora!
Tem também aquele cara que conversa cuspindo. Olha a chuva! Ohhh! É mentira! NÃO!!! Não é não! Tudo o que você almeja naquele instante é um guarda-chuva bem grandão para se proteger da tempestade bucal! E o bafo, vou te contar, Jesus Amado parece que colocou uma meia de chulé na boca, hoje em dia existe Listerine poxa!
Obrigada Johnson & Johnson, mas infelizmente ainda há pessoas que não conhecem o produto! É melhor aumentar a divulgação, por favor!

Saber beber é preciso! Quando a pessoa fica inconveniente, insuportável, chata, vira o Joselito sem noção eu fujo sem dó, a não ser que seja muito amigo (a) mesmo. Nesse caso eu bato no peito, defendo e digo: - Amigo meu não fica chato, apenas indisposto! Mas beber numa boa por alegria por estar feliz é muito bom, abraço minhas amigas, confesso que amo todas, e dizem as boas línguas que fico mais sarcástica e divertida. Ok! Elogio aceito!

Por isso, deixo aqui uma homenagem à comunidade da minha bebida preferida:

Pela banalização do champanhe: Na vitória você merece. Na derrota, você precisa dele”.

BANALIZAÇÃO DO CHAMPANHE JÁ !!!!!
Porque beber champanhe SÓ em dia de festa é coisa de pobre.


Se você é do “AA – Amigos do Álcool” tome cuidado, beba com alguma moderação! Pilequinho é uma coisa, ficar sob efeito de “embelezol” é perigoso - quando bebe além da conta e começa a enxergar todo mundo bonito - nesse caso “O Álcool é o Maior Cupido”.
“Beber, Cair e Levantar” não é nada agradável! Perder a saúde e a classe, não conseguindo andar no salto NEM PENSAR!!! Caso isso aconteça “Suspende o Álcool”.


Beijos não alcoolizados com sabor de vida e cheirinho de Listerine. Amém!





Glenclosismo

      

O curioso (a) pergunta:

- Não entendo! Você que é tão bonita (o), inteligente, independente, doce e atraente, porque perde a razão, se comporta de forma doentia, chega ao descontrole e persegue a quem diz amar, criatura?

Possessiva (o) responde:

- Não sei bem o que acontece. Só sei que perco o controle. A impulsividade toma conta de mim. Explodo! Raiva, fúria, ira tomam o meu coração naquele momento. Não acredito nas coisas que ele (a) me diz e aí quando percebo já estou olhando todos os seus bolsos, carteira, cheirando suas roupas, olhando o celular, em busca de qualquer comprovação para as minhas suspeitas. Suspeitas essas que não são viagens da minha cabeça, eu tenho motivos sabia?! Ninguém é santo!
Às vezes tenho fantasias de que ele (a) irá me deixar. Quando ele (a) vai para o futebol, bebe com os amigos ou faz qualquer atividade sem mim, imagino várias cenas, nas quais ele (a) conhece outra pessoa, se apaixona por ela e me abandona. Não posso permitir que isto aconteça! Sempre brigamos por conta disso. Ele (a) me chama de paranóica, maluca e fica puto (a) da vida! Muito estranho, se não tivesse “culpa no cartório” não sei se ficaria tão alterado (a) assim.
Semana passada, fiquei sozinha, ele (a) teve que viajar, segundo ele (a), a trabalho. Ahan sei!  Me traiu, tenho certeza! Não vou sossegar enquanto não descobrir tudo o que ele (a) fez lá. Ciúmes? Claro que não! Pirou? Não sinto ciúmes. Eu me preocupo com ele (a) porque o amo, mas amo tanto, tanto, mais do que a mim mesma.
Preciso dele (a), é meu (minha), é tudo o que eu tenho, não sei como posso continuar vivendo sem sua presença. Sinto-me insegura ao falar sobre isso.

Este diálogo foi apenas para exemplificar os pensamentos que geralmente podem percorrer a mente de uma pessoa possessiva.
Acredito que a maioria de nós, tem possessividade em algum nível. O problema é quando a intensidade se aproxima da patologia.
Os chamados “doentes de amor” são aqueles que precisam “ter o controle para controlarem a própria insegurança”. Obsessivos pelo parceiro (a) e por tudo o que o (a) rodeia, abrem mão de sua individualidade, abandonam os seus afazeres e compromissos. A preocupação excessiva com o outro é a característica central. O glenclosismo suga a energia e a vitalidade do outro.

“Atração Fatal”, um filme mega conhecido, que causou polêmica nos anos 80, trata justamente da possessividade doentia, onde Dan Gallagher (Michael Douglas, que já adora fazer um filminho com cenas de sexo) é visto como objeto por Alex Forrest (Glenn Close, que já tem uma carinha de “dodói”). Para ele, um caso com o fim agendado, para ela, muito mais do que isso. Alex não suporta a sensação de abandono, a frustração se torna muito grande e a perseguição e a automutilação implacáveis.

Liberdade, individualidade e confiança numa relação possessiva? Há há, aproveita que você está sonhando e pede um pônei! Experimenta fazer algo que não inclua a pessoa para você ver o que é “bom pra tosse”. Ter contato físico de amor e carinho com outras pessoas que você adora e que são bem intencionadas? Tá doido?! Você não tem amor à vida não?!

Mas sabe, ao mesmo tempo, não acho legal condenar a possessividade alheia, sem ao menos tentar entender, nem que seja um pouquinho, o sofrimento pelo qual eles também passam. A vida é uma montanha russa, com altos e baixos, a auto-estima é baixa, o amor próprio nem se fala, a agressividade surge em rompantes de ódio.

Todo ser humano, possessivo ou não, quando se encontra em condições emocionais difíceis ou perturbadoras, merece compreensão e ajuda de quem o quer bem e acredita que ele tem capacidade para construir relações saudáveis, estáveis e de respeito.


DICAS:

Filmes: :  1) "Atração Fatal" (Reparem que conforme a frustração e a dor da personagem aumentam, as cores das roupas que no início do filme eram brancas mudam para o preto).
2) “Dom” com Maria Fernando Cândido, Marcos Palmeira e Bruno Garcia.



segunda-feira, 9 de maio de 2011

Efêmero

 
                                  Banksy graffiti - "There Is Always Hope" 


Breve é a dor que ensina
Longo é o sorriso do alívio
Breve é a duvidosa indecisão
Rápidas são as nuvens que passam deixando a clareza
Breves são os olhos fechados
Vivos são os sonhos dentro de nós.

O Triângulo Não Encaixa no Quadrado

   
Não sou a guru dos relacionamentos, muito menos a expert neste assunto, longe de mim querer agora ditar como as pessoas devem ou não agir, mas quando passamos por algumas situações, determinadas experiências e vivenciamos cada relação, podemos tirar lições muito importantes para o resto de nossas vidas.
 De uma coisa eu sei! É impossível mudar o outro por pressão, sem que ele queira de verdade ou tome conhecimento do que você quer dele.
Todo processo de mudança vem de um incômodo ou insatisfação da própria pessoa, em relação a um comportamento, uma característica ou um modo de agir que atualmente não está mais sendo funcional para ela, inclusive atrapalhando a vida.
Então caro (a) amigo(a), se o ser amado não anda se encaixando no seu ideal, ele no mínimo precisa saber deste fato (pois não tem bola de cristal nem é parente da Mãe Diná) para fazer contato, se perceber e verificar internamente se o que você reclama ou sugere que ele mude o incomoda, tem fundamento e se é possível dar o que você deseja.
Sim, eu sei DR! Que saco! Basta falar nesta maldita DR e você ou o parceiro já fazem cara feia, aquela cara de entojo, de quem comeu e não gostou e você inclusive imagina que a pessoa deve estar pensando algo do tipo: - Ah não lá vem esse (a) chatonildo (a) querer discutir relação, odeio!
Eu confesso que não curto DR. Acho um verdadeiro martírio, a minha paciência reclama horrores, entretanto, não adianta fugir se você quiser que o relacionamento dê certo. Às vezes é necessário que sejam feitos ajustes, ter cuidados e preservar aquele espaço do “nós” que você construiu com o outro. Tudo depende da forma como a DR é encarada e o diálogo criado nela. Se sair fazendo acusações aos berros, ao seu “objeto de amor”, dando a entender que só você tem razão, que o outro precisa mudar senão (olha a ameaça) o bicho vai pegar para o lado dele, você acha mesmo que ele irá te ouvir? A verdade é que só ouvimos o que nos interessa, o resto entra por um ouvido e sai tranquilamente pelo outro.
Então o que é preciso fazer? Tornar essa DR mais interessante para ambas as partes! Como? NÃO acusando! Se algo não vai bem, nenhum dos dois tem culpa (esquece essa palavra horrorosa), mas o casal tem responsabilidade, porque relação é uma via de mão dupla, não dá para ferrar com tudo sozinho, é preciso a ajudinha do outro. E é importante não conversar somente na base da lógica e do racional. Todo papo fica mais interessante quando expomos os nossos sentimentos. Falar o que algum comportamento ou atitude alheia provoca ou causa emocionalmente na gente faz com que sejamos mais autênticos e conseqüentemente, mais ouvidos e quem sabe até mais entendidos. Nada precisa acontecer num clima fúnebre, pesado. Abre um vinho ou faz um suquinho com um lachinho para vocês baterem aquele papinho. Desse modo, o outro já não ficará TÃO apavorado achando que irá sobrar para ele!

Primeiro, se o seu par não for ao menos informado do que você gostaria que ele mudasse, não dá samba. Porque nem o “não” como resposta ele poderá te dizer. Você ficará irritado (a) e com raiva ao guardar o que sente, certamente demonstrará isso e ele vai te achar maluco (a), pois não irá entender bulhufas!
Segundo, falar não significa que os seus desejos serão atendidos. Uma série de fatores entram nessa questão. Nível de insatisfação da pessoa consigo mesma, perante a mudança específica solicitada por você, o amor de vocês, a vontade de estar junto e de fazer a relação dar certo.
Terceiro, é bom olharmos para os nossos ideais afetivos. Quais são eles? Desde quando os possuo? Vem de onde? Hoje em dia são ideais funcionais na minha vida? Ainda acredito neles ou sinto vontade de mudar algo e dar uma atualizada nas minhas introjeções e concepções sobre a pessoa que quero ao meu lado? A pessoa idealizada para ser o amor da minha vida está longe da realidade? É um ideal fantasioso, estilo filmes mela-cuecas americanos ou filmes intempestivos cheios de paixões avassaladoras européias?
Tem gente que quer porque quer mudar o outro na marra, mas não cogita a hipótese de mexer no seu ideal de par perfeito. Ô coisa injusta! Acredito que algumas mudanças podem ocorrer sim, se for por vontade própria!  Acredito no potencial e na capacidade do ser humano, mas não adianta querer que um triângulo encaixe perfeitamente num quadrado!






segunda-feira, 25 de abril de 2011

Insolúvel

Não sei o que sinto...
Vontade de ver
Saudades de eu e você
Angústia pela ausência
Ansiedade pelo devir
Paixão com nó e sem dó
Alívio por não estar só
Mescla de sentidos
Loucura iminente
Que leva pra frente
Pro tempo presente
E a vida antes oca
É apreciada intensamente

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Brincando de Ser Gente Grande

  

Um belo dia acordamos e percebemos que o Papai Noel não existe; a Terra do Nunca é fruto da imaginação, por isso o Peter Pan nunca envelhece; O New Kids on the Block acabou; A Madonna não usa mais meia arrastão; E aquele priminho que trocamos as fraldas, fizemos cócegas ou pegamos no colo agora tem dois metros de altura e a voz tão grossa que nos assusta.
Não querendo fazer uso de clichês, mas já fazendo...o tempo voa, a vida passa numa velocidade cruel, tudo passa, até uva passa, menos para a Dory desmemoriada que continua até hoje procurando Nemo coitada!
Desde pequenos somos cobrados a respeito do que seremos quando crescermos! Na adolescência somos obrigados a decidir a profissão que seguiremos pelo resto de nossas vidas. Com ou sem maturidade suficiente a escolha precisa ser feita o mais depressa possível. Deram-nos um dia a notícia “você não é mais criança! Já é um adulto!”, mas esqueceram de nos deixar um manualzinho básico sobre como proceder!
Nemo devido a super-proteção do pai resolve fugir, explorar, ampliar o seu mundo, ir atrás da sonhada liberdade, tentando provar que podia se virar sozinho. O peixinho se aventura em mar aberto. Se arrisca pelo oceano, apesar dos perigos, em busca de independência e de novas experiências, aprendendo com os próprios erros.
Assim como aconteceu com o Nemo, é claro que chega um momento em que sentimos necessidade de nos apropriarmos de nossas vidas, ou seja, desejamos a independência, porque com ela a liberdade de ir e vir vem junto, o problema é que ao percebermos que junto dessa liberdade outras coisitas mais também estão dentro do pacote, o medo de crescer e de se tornar adulto pode surgir.
O fim da fantasia, a responsabilidade e a pressão que há em cima de nós para passarmos uma imagem de “pessoas plenas e fortes” para mascarar qualquer insegurança e fraqueza, ter que arcar com as conseqüências dos próprios atos, resolver problemas e fazer uma série de escolhas por conta própria...tudo isso não nos deixa nunca mais, isso é um fato. A questão é: Como podemos descobrir a melhor maneira, a forma mais confortável e saudável possível para lidarmos com os conflitos internos em nossas vidas?
Muitas vezes ao nos tornarmos adultos na marra, não sabemos como agir, por não termos mesmo muita idéia de “como deve” ser uma pessoa adulta. O que é isso? Como um adulto age? O que ele geralmente faz? O que ele “precisa” fazer para mostrar para os outros que agora é um adulto? Qual é a postura que ele “deve” ter?
São tantos “deverias” que não há ser humano que consiga relaxar no meio desse turbilhão de cobranças. Vivemos em um mundo onde sempre “devemos” fazer alguma coisa. A gente sempre “deve” fazer algo, porque nos ditaram o “jeito certo” de fazer. Portanto, agimos como adultos baseados em introjeções de como achamos que “deve” ser um adulto, em crenças, no modo como fomos criados pelos nossos pais ou por responsáveis e nos valores que nos foram passados, e por isso é difícil atender as nossas reais necessidades, desejos, gostos e preferências.
Durante a busca pela melhor forma de ser adulto, geralmente, caminhamos de um extremo para o outro, isto é, deixamos o lado infantil e brincalhão de lado e nos concentramos na tarefa de sermos responsáveis, queremos mostrar serviço, alcançar metas e objetivos, logo, temos vergonha de demonstrar por aí emoções. Chorar nem pensar, isso não fará de ninguém um adulto! Presos em nossa rigidez, esquecemos que além de adulto, somos seres humanos com sensibilidade, pessoas que um dia já foram crianças e que apesar de termos tantas responsabilidades não precisamos ser “8 OU 80”, não precisamos abrir mão do humor, da risada, da irreverência, do brincar, da descontração, do prazer, da diversão, das fantasias, e principalmente, da espontaneidade.
Brincar torna a vida mais leve! O palhaço é o único do circo que não tem medo de errar, enquanto os outros personagens precisam mostrar o tal serviço e fazer bonito frente à platéia. O adulto pode fazer bonito, sem perder a leveza e o sorriso, sem permitir que seus sentimentos congelem. O equilíbrio entre a fantasia e a realidade é fundamental. A realidade é importante, para manter os pés no chão nos momentos adequados, entretanto, a fantasia não precisa sumir de nossas vidas, pois ela é justamente um dos nossos suportes para enfrentar as dificuldades de uma vida adulta.
Que tal fazer uma guerra de travesseiros com alguém que seja querido por você?


terça-feira, 19 de abril de 2011

Abaixo as Frutas e Devolvam o Creme Brûlée



Aonde foram parar os elogios elogiosos? Algo mudou. Antes via as mulheres serem chamadas de bonita, linda, princesa (esse faz uma linha Wando eu sei, mas era passável) e uma gostosa de vez em quando, até que cabia dentro de um padrão de normalidade.
Hoje o que ouço é preparada, purpurinada, potranca, popozuda, cachorra, fora quando não aparece um tigrão te nomeando de tchutchuca querendo que você vá até ele, entre outros adjetivos que prefiro nem comentar. “Tá dominado! Tá tudo dominado! Tá ligado?!”. A moda agora é ser fruta! Melão, melancia, moranguinho, jaca...e quando a mulher engorda ou envelhece vira o que? Um maracujá-azedo e murcho, uma uva-passa?!
Na “curtura” do nosso país há muitas frutas para poucas flores, gentilezas, amor, romantismo, poesia, sutileza, compaixão, elegância, apreciação dos detalhes, do belo, dos gestos mais simples, inocentes, humildes e verdadeiros. A saudade bate forte na porta trazendo um punhado de lembranças. Que saudade de coisas à moda antiga! De piquenique, algodão doce, luz de velas, rosas vermelhas, beijinho na mão, dançar coladinho, caminhar de mãos dadas em lugares especiais em contato com a natureza, chá com biscoitos naquela xícara clássica da vovó, livro velho com flores fazendo o papel de marcadores de todas as cores, filmes antigos, banho de chuva a dois sem a preocupação de se molhar ou sair correndo, cheirinho de tinta fresca no papel recém saído da máquina de escrever, a porta do carro sendo aberta por alguém especial, com um sorriso terno e agradável nos lábios, pérolas e poás, cartas escritas com letra de gente e não com letra de robô. 
O romantismo não está resumido e delimitado apenas na relação entre duas pessoas. É uma forma de agir, uma atitude perante a vida, um modo de se comportar e de interpretar a realidade. Um romântico, independente do tempo na história, do mundo moderno que vivemos e de toda a tecnologia que usufruímos com muito prazer, sonha, se encanta, tem capacidade de admirar várias vezes as mesmas coisas, não segue afirmações absolutas, pensa, reflete, questiona, se emociona diante das situações e pessoas. Não tem sentimentos de inadequação por ter gestos sensíveis numa sociedade, onde geralmente o antigo nem sempre é visto com bons olhos! (a não ser no mundo da Moda com as presenças do retrô e do vintage, o retorno do xadrez, das flores nas roupas e nos cabelos).
Hoje a modernidade e os seus recursos são praticamente condições sine qua non para a sobrevivência, entretanto, cabe a mim, a você e a qualquer um que esteja interessado em recuperar a magia adormecida em si mesmo, ser um artista do seu cotidiano, cultivar o amor por tudo de bom que nos cerca, perceber o mundo com olhar de curioso, valorizar o clássico, que ainda não está perdido e clama por um pouquinho de atenção. “Gentileza gera gentileza”. Ter força de vontade para exercitar a gentileza, faz do indivíduo um ser generoso, carismático e de repente, sem que ele perceba estará rodeado de pessoas, que vão querer ser presenteadas com o seu gesto gentil e a vida pode ter um novo sabor.  Gentileza é uma virtude e também prima do amor!
“...o mundo é uma escola. A vida é o circo. Amor palavra que liberta. Já dizia o Profeta”. (Marisa Monte)